Equidade: uma construção para mulheres e homens

A ENTREVISTA
Encerradas as eleições municipais, as mulheres cresceu o número de mulheres que decidiram disputar espaço na política.  As candidaturas femininas somaram 187.029 (33,6%) e as masculinas 370.377 (66,4%). Entre elas, 22 mil eram donas de casa. Apesar da desigualdade, 9.196 (12%) mulheres foram eleitas vereadores contra 48.265 homens para as câmaras legislativas municipais. Para as prefeituras, só 8 delas conseguiram se eleger, sendo uma para a capital — é o caso de Palmas, capital de Tocantins

Os números mostram que os homens mantêm o protagonismo na política, apesar de as mulheres comporem 52% do eleitorado. Neste ano, o cenário só não foi pior devido à intervenção da Justiça Eleitoral, que ficou atenta aos artifícios de boicote à participação das mulheres. Apesar dessa desigualdade, o oposto da equidade que deveria ser, no Congresso há um movimento para reduzir a cota de 30% destinada às candidaturas femininas.

Como garantir equidade entre homens e mulheres? Além da questão política e da produção de marcos legais em favor mulheres pelo Congresso Nacional, a entrevistada do sábado último foi socióloga, psicoterapeuta e uma das fundadoras do Centro Feministas de Estudos e Assessoria (Cefemea), Guacira Oliveira. O bate-papo foi conduzido por dois integrantes da equipe do Projeto M+H: Jovens contra a violência, com apoio dos institutos Caixa Seguradora e Promundo — o comunicólogo institucional Marcelo Fernandes e a terapeuta comunitária integrativa Helenice Bastos.

A construção da equidade não é tarefa exclusiva das mulheres, garantiu Guacira. A participação dos homens também é importante para essa transformação, essencial à construção de uma sociedade sem iniquidades e sem as dramáticas expressões de violências praticadas por eles no cotidiano de todas as cidades do país e muito mais tristes nas comunidades da periferia.

Assista à entrevista de Guacira Oliveira e inscreva-se no canal da ASCAPBSB no YouTube.

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