Sábado da fartura e alegria

 

Mulheres recebem cestas de alimentos. A maioria vive no Sol Nascente, a maior favela do país


Neste sábado (20/1/24) a Ação Social Caminheiros de Antônio de Pádua (AscapBsB) entregou cerca de 30 cestas de alimentos a mulheres que moram no Setor Habitacional Sol Nascente e no município de Águas Lindas (Goiás). Foi uma manhã de alegria para a instituição e para as famílias, representadas por mulheres e alguns homens.

Amenizar a dificuldade das famílias não é um ato isolado da Ascap. A organização contou com a generosidade do Movimento Maria Cláudia pela Paz,  coordenado pela professora Cristina Del'Isola, cujas ações são sempre voltadas aos  desfavorecidos que travam uma luta diária para sobreviver.  Além do MMCP, a Ascap tem contado também com doações da Igreja Messiânica da 316 Norte, com doações de alimentos, roupas, calçados e outros produtos, destinados aos que precisam de ajuda. A todas essas instituições e às pessoas, como a advogada Iara Lobo, Carmen Gramacho, entre outras pessoas que colaboram, a Ascap expressa sua profunda gratidão pela parceria que permite traduzir em atitude o sentimento de solidariedade. É grata também aos voluntários que sempre colaboram com as atividades voltadas às comunidades da periferia.

A insegurança alimentar na capital da República, principamente na periferia das regiões administativas, é realidade para mais de 196 mil lares (21% domicílios habitacionais do DF), segundo dados do Intituto Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ou seja, são famílias que enfrentam , diariamente, a incerteza de acesso a uma refeição. Uma triste realidade local e que se reproduz por todo o país. Embora o governo federal tenha retomado os programas sociais para aplacar a fome no Brasil, ela ainda é realidade indesejável para boa parte da socieddade brasileira.

O Sol Nascente, excluído o Pôr do Sol, bairro vizinho, é a maior favela do Brasil, com mais de 500 mil pessoas, abrigadas em 32.081 domicílios, segundo os dados do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até agora, os investimentos públicos têm sido insuficientes para elevar a qualidade de vida dos moradores. O bairro conta com três unidades de  saúde, três escolas e um Centro Olímpico e Paraolímpico. 

A infraestrutura é extremamente precária: faltam saneamento básico, pavimentação de grande parte das vias, melhoria das unidades habitacionais e segurança pública mais rigorosa. Boa parte dos moradores queixa-se da falta de policiamento mais ostensivo na região. Recentemente, o governo do Distrito Federal anunciou que tornará o Sol Nascente uma cidade de verdade.

Comentários

  1. Felicidade por conhecer projeto assim que faz total diferença nas comunidade com vulnerabilidade social. Seguimos com fé!

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